sábado, 9 de novembro de 2013

RUMO À VITÓRIA!
Perdoem-me a ausência temporária, estava formatando junto à minha equipe de estrutura habitacional, a forma pela qual lançaremos o projeto Meu Boteco, Minha Casa. Esse projeto visa credicard acesso aos guaipecas - nova classe social bulhufense - ao boteco, sem precisar atravessar a rua pra fugir do dono, que insiste em cobrar uma continha de quatro anos atrás.
Vamos renumerar todos a partir do Cadastro Único, o CU. A remuneração virá após a renumeração. Então, todos com o CU na mão, à mostra para o cadastramento, que será feito nos postos disponibilizados pelo PCQ, Partido do Cachorro Quente.
Com o Meu Boteco, Minha Casa, o guaipeca terá direito a torresmo, o liso daquela que matou o guarda-livros, rabanetes e ovos na conserva - naquele vidro com líquido amniótico que, quando abre, sai um suave aroma de peido - e azucrinar os outros pinguços.
As esposas receberão tratamento psicológico com o grupo do Doutor Décio Brasso e o Doutor Tadeu Bordoada, para não ficarem enchendo os maridos quando chegarem bebuns em casa, meio trôpegos, e perguntarem:
- Já foi beber?
- Já fui bebê, já fui criança, já fui adolescente, agora tô velho, bêbado, e não me amola! Masbá!
Amanhã, publicarei o resultado de nossa reunião com os carnavalescos gaúchos, e qual foi a reação deles diante da nossa proposta de unificar o carnaval com o 20 de setembro, numa festa só, já imaginaram?
Rumo à Vitória, hoje é dia de casa cheia, a Vitória está com sobrinhas novas, vindas de Pitibiriba e Deusdará. Dizem que as meninas deusdarenses são lindas! Não podemos deixá-las voltar à Deusdará, isso nunca!
Depois de nós, Bulhufas nunca mais será a mesma! Desconfiem de mim!
Masbá pra todos, e fiquem atentos, o inimigo está à espreita com seu grito de guerra falido: Eike, eike, eike, eike! No passarán! Viva Cantinflas! Viva Sancho Pança! Arrivederci, sayonara!
Depois volto, preciso dar uma esticada na perna de rã.

MAZBÁ
O Gabinete da Primeira Dama trabalhará em favor dos pequenos proxenetas e mafaguifos que tanto mafaguifaram e hoje, sem apoio do Estado de Bulhufas, não proxenetam e nem mafaguifam mais! Preciso de uma primeira dama, que se dedique ...à filatelia e a promover o bem comum, desde que seja o nosso bem comum. O chefe do Gabinete será o Rick Jardim. Gabinete é o nosso contínuo para serviços leves e ajudante de filantropia - ou filatelia, mas como sabê-lo sem sê-lo? - da primeira prenda do rodeio. Tudo o Gabinete resolve, até esconder os corpos de adeversários renitentes e enjoados. É adeversário, mesmo, viu?
Aproveito pra lançar o nosso vocábulo de campanha. O Plínio Salgado tinha o Anauê, o Papai Noel o Evoé, algumas tribos o Axé; nós teremos o Mazbá, que traduz os profundos ensinamentos de Gummo, Harpo e Groucho Marx. Fica a critério de vocês, amados correligionários, aprovarem ou não a ideia. Ou apresentarem sugestões.
Mazbá pra vocês! Muito mazbá pra todos!


Inicio, nesse instante, amparado por um causídico (causo verídico), minha campanha para a presidência da republica de Bulhufas, a publicidade ficará a cargo do Marco Costa, que esboçou a primeira imagem do candidato magnífico, incomparável,... abominável, odiado pelos homens, amado pelas mulheres, ou seja: Eu!
Valmir Ritta se encarregará do carregamento de torresmo de Linha Nona e Gilnei Lima fará os conchavos necessários junto às empresas plantadoras de sagu. Bulhufas precisa começar a exportar sagu como nos velhos tempos do Estado Velho. Viva a sociedade secreta bulhufense! Agora sim, estão entendendo Bulhufas!


Perdoem-me, esqueci de uma das compressas promessas de minha campanha, que é a de revitalizar o Caraminguá (C$), moeda de Bulhufas, a partir do incentivo à plantação de intrigas e sagu, evitando a importação de pusilânimes e esculápios, que... chegam aos magotes em Bulhufas, causando turbulência entre os Irmãos Marx. 
Harpo asilou-se na Albânia, a convite de Rudolf Nureyev; Groucho e Gummo resolveram ficar em Bulhufas, afinal, por uma questão de princípios, nenhum deles quer ficar em um país que os aceita como asilados. 
Marco Costa precisa retocar minha foto, já disseram que estou com cor de tijolo, que nem a Cristina Ranzolin. Mas é só o início da campanha. Haja fôlego para o que vem por aí, amigos! Conto com vocês, durante a semana grandioso banquete com abóboras recheadas com charque, no galpão do Bilboquê, tratorista do Nilton Wurfel, ali no Mato Grande. Beneficente à minha candidatura, jogo as deva e sou cola! Cu de galinha não vale!
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Henrique ArnholdtMauricio AlvesAlceu Dias Oliveira e mais uma galera de amigos lançou, hoje, lá no meio do Guaíba, minha honorável candidatura a Presidento da República de Bulhufas! Precisamos de alguém como eu no poder! Ninguém entende Bulhufas que nem Paulo Motta! Não eleja um idiota, vote em Paulo Motta! E exijo que me chamem de Presidento, dane-se o português! Tanto o da padaria quanto o da fruteira!



Nova imagem dos estúdios de Marco CostaInc., Já com a campanha Bulhufas Esperança, que acontecerá se eleito for - e serei - Presidente da República de Bulhufas. Cartazes distribuídos pela Nalva Aguiar a kombi do Partido, ccom bandeiras e flâmulas!

O CACHORRO NIQUE!
Não sei como se pronuncia, mas chamem como quiserem: Nicky, Nick ou Nique, ele não se importará, certamente. Chega de café de chaleira e de retrato trajando aventais verdes-pistache abertos na bunda e até segunda. Agora é gravata e terno de reis! Tirando cartolas de coelhos, tranquilo que nem cozinheiro de hospício! Minha mãe ficará orgulhosa de mim, tão pimpão e fagueiro!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Errar é humano, mas tem gente humana demais solta pro aí, principalmente na mídia. Faço minhas as palavras de Neimar de Barros:
"E eu, que acreditei nos teus pequenos erros e deles veio meu sofrimento maior, a desilusão de descobrir-te muito burra, meu amor...".

FADAS & FADOS
Leia devagarzinho o título aí em cima, senão sai porcaria. 
Quando recebi alta do hospital, sexta passada, alojei-me no espaço gentilmente cedido por meu filho, o Lobo, ou seja, seu quarto, sua toca. Minha toca, minha vida, na casa de Ana Maria, sua mãe e minha cuidadora improvisada. Como tudo foi meio no imprevisto, saí da clínica sem me despedir dos meus amiguinhos.
Agora, pela manhã, recebi uma iluminada ligação: a Dona Vilma, minha amiga surdinha e a Tetê.
A Tetê, uma pequena fada de vibrantes olhinhos azuis, esperta e pequenina como a fadinha Primavera, da Bela Adormecida. Com seus dourados oitenta anos, me fazia companhia nas sessões da tarde, no refeitório, vendo e comentando comigo os filmes de cachorro e criança, no refeitório, enquanto Dona Vilma lia a Bíblia, alheia aos nossos barulhos e gargalhadas. Um dia a moça do plantão falou que Seu Carlos, meu vizinho, estava enfiado no quarto e eu falei: "Se Carlos entrou em trabalho de parto?", me fazendo de surdo. A Tetê dá risada até hoje da bobagem!
Atendi o telefone e, imediatamente, reconheci a voz da Dona Vilma, feliz por estar de aparelho novo e ouvindo bem. Em seguida, a Tetê assumiu o controle do aparelho telefônico e me disse que estavam com saudades das minhas galhofas e risadas que, às vezes, irritavam algum desavisado.
Amigos, este bagaceiro, debochado escrachado que vos fala se desmanchou. Me senti gostado tanto quanto entro no feice e reencontro vocês, que estão sempre rindo das minhas doidices e pirações. E se sentir gostado não tem e nunca terá preço! Terá um valor espiritual inalcançável pela lógica humana e inexplicável pela razão. Será algo que a gente aprende a degustar depois de aprender a abrir mão de algumas coisas tão imediatamente terrenas às quais estamos habituados.
É claro que não sou nenhum modelo de decência, meu passado me condena, mas só o fato de aprender a não guardar rancores e ressentimentos já me fez um pouquinho melhor. Guardar rancores e ressentimentos é como tomar veneno e esperar que o outro morra.
Que bom Tetê e Dona Vilma, que me ligaram, nem sabem como me fizeram bem, me abraçaram, me beijaram e me iluminaram, tenham certeza, bem que nem vocês tem feito comigo nesse tempão todo, gente. Obrigado por me fazerem melhor, todos vocês, obrigado.
Depois venho pra contar uma história daquelas pra esta tigrada, beijão!

BULLYNG
O Fernando Albrecht, o Rick Jardim e mais uma galera estão me enlouquecendo com as pernas da Sandra Bullyng no filme Gravidade, dirigido e produzido por Isaac Newton, agora num cinema perto de você. Estou a ponto de comer vidro temperado com salsinha e shoyu, unindo o inútil ao desagradável, creiam-me, desdenhosos amiguinhos! 
A imagem dessa lasciva dama, tão inculta e bela, me leva a desejos indômitos, de procrastinar em longos trâmites nas suas pernas deliciosas, perniciosas. Ó, satânica diva, prova-me que essas pernas são tuas, nuas, parecem gruas a ganharem espaço nos ares de Hollywood! Prevaricarei contigo ao som de Nat King Cole entoando o mantrico Quiçá, Quiçá, Quiçá. 
Talvez pernas surrupiadas da Cyd Charisse, quando delas desceu pra tomar um brandy, quem sabe?
Melhor me recolher ao meu dossel de linho branco, ao encontro das lambisgóias e sirigaitas, que me esperam para a massagem vespertina na piscina de ópio. Vespeiros noturnos arrancados das calpúrnias em fúria, como se fosse O Último Tang em Paris. De Laranja, claro.
Chega de asneiras, centro no foco. Ou foco no centro? Minha cabeça está cheia de borboletas e uns rouxinóis escarlates, um negócio muito doido, bá!
Volto mais tarde entupido de novidades, sereios e sereias desse meu Brasil varonil, e a Ideli Salvatti entra, trazendo um cafezinho, vestindo um lindo escafandro lilás em púrpura debruada de pérolas coliformes. Já deu, chega, bye!