quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Hoje à tarde recebi a visita das minhas colegas de ZH Virginia Pascual Andrade e a Sandra Mello Thebich, que trouxeram quitutes irresistíveis e a alegria tão peculiar dessas duas meninas! Relembramos aqueles loucos anos 80 dentro do jornal e o entusiasmo que tínhamos em executar nossas tarefas. Não éramos felizes, profissionalmente, por decreto, como hoje as consultorias determinam, e nem precisávamos de cartilhas que dissessem como fazer para estarmos comprometidos com a empresa. Mas eram outros tempos, mais humanos, talvez. Não havia quadrantes para avaliação do grau de satisfação de cada funcionário ou colaborador, como se diz hoje. Éramos felizes e pronto!
Mas essas meninas trouxeram três Carolinas, que comi saboreando uma a uma, deliciosas, uma coisa de outro mundo. Já explico antes que me chamem de velho sátiro: Carolinas são quitutes delicados recheados com creme de alguma coisa divina, só pode! Obrigado, gurias, voltem sempre!
Ouvi, hoje, na rádio, que uma empresa da Holanda - se ouvi bem - está organizando uma viagem pra Marte e as inscrições estão abertas. Só brasileiros já tem dez mil inscritos, vejam só! Ah, a dita viagem é só de ida. Dêem notícias quando lá chegarem! Infelizmente não vai ninguém que a gente conheça.
E começou o verão, senhores ouvintes! As mocinhas ficam mais à vontade e nos brindam com curvilíneas e cadenciadas formas, um espetáculo maravilhoso. Pra quem gosta, claro! Mas não abuse do entusiasmo, pois nessa época aparecem as perigosíssimas mocréias, seres hediondos que se misturam entre as beldades, dando seu fulminante bote quando estás naquele décimo uísque na penumbra do recinto! O bote da mocréia é quase fatal, se não tiver raciocínio rápido e pular fora. Mas isso é quase impossível no décimo uísque, então acordarás, amanhã, com aquela voz no chuveiro cantando Gustavo Lima ou Exaltasamba. O veneno da mocréia é devastador!
Mas amanhã tecerei mais comentários sobre esse ser abjeto que ronda a balada dos nossos jovens. Por enquanto buenas noches, cambada de meliantes!

Se é uma coisa que me deixa pederasta da fisionomia - puto da cara é politicamente incorreto - é alguém me falar a célebre frase: "Viu? Eu te avisei, eu te disse que ia dar merda!". E sempre que ouço é com razão, o que me deixa mais enfurecido. Então, o que não gosto pra mim, não quero para os outros. Se pressinto que algo vai dar errado, mas ninguém corre risco de vida, calo-me e deixo as coisas acontecerem sem dar palpites. 
Quando começou essa pirotecnia de Tribunal, ministros bonzinhos e ministros de caráter meia-boca, com suas capas negras esvoaçantes, numa coreografia impressionante, nunca dantes vista em nosso reino de ingenuidade, pureza e burrice, pensei: "Isso não vai chegar onde todos pensam e querem que chegue!". Olha, eu deveria abrir uma tenda e botar uma placa: Madame Motta, vê o passado e o futuro, joga búzios e xadrez! O julgamento de uns caras suspeitos de meterem a mão no nosso bolso, dizendo que tinham nossa procuração pra isso, virou um espetáculo de egos inflados, armados de filigranas jurídicas e de um jargão ininteligível para nós, leigos mortais. E todo esse vocabulário ornamental e essa pompa e circunstância, sabem onde desembocará, homens de pouca fé? No límpido e tranquilo lago do esquecimento, amigos e amigas. 
Esse espetáculo com juízes, ministros, trapezistas e muitos, muitos holofotes, não sai barato pra nós, contribuintes. É um espetáculo previsto para, quando terminar, os passes do milionário elenco que ora nos encanta, estará triplicado. Ou você acha que isso tudo acontece porque o país tomou um choque de vergonha na cara e agora chega, somos um país sério? Parem de rir aí no fundo! Se um reles traficante não fica na cadeia mais do que uma semana, você acredita que um deputado ou senador será, realmente, preso? 
Mas tem o lado bom do negócio nesse reino do faz-de-conta: de tédio não morreremos! Vou tomar um gole de chá de arruela e volto para um boa-noite.
Li, agora, no blog www.previdi.com.br, um artigo dele sobre reengenharia e outras bruxarias acontecidas na empresa que trabalhei por trinta e dois anos, portanto já passei por inúmeros processos de revisão de cultura, consultorias a peso de petróleo e turmalina paraíba, te ensinando a dar bom dia aos colegas e tratar bem do cliente. Muitas coisas foram úteis para minha vida profissional e as levarei para sempre, outras, questionáveis. 
Tempos atrás, fui cobrado pelo meu gestor imediato, de não estar dentro do espírito da equipe, pois não vibrava nem comemorava quando efetuava uma venda. Aí comecei a me dar conta de que meu tempo havia esgotado nessa empresa. Vejam só, pequenos gafanhotos, eu sou pago para vender e bater metas estabelecidas, se a cada vez que atingir um objetivo que está no meu contrato de trabalho, eu fizer uma festa, dependurar balõezinhos e comprar salgadinhos pra comemorar uma coisa para a qual sou pago para fazer, tem alguma coisa que está errada, não é? Pois é. Meu perfil profissional desgastou e se foi, muito por negligência minha, preguiça em investir mais meu tempo no meu trabalho e me transformar num Master of Business Administration - MBA - se bem que, com 54 anos sei não. É que nem botar um motor turbo num Gordini. Se ele conseguir rodar cem quilômetros sem se desmanchar é lucro! Sou, orgulhosamente, um sem-perfil!
Olhaí, uma nova classe está surgindo: os sem-perfil. Vamos organizar uma manifestação e jogar cocô de elefante na frente da Tia Carmen e da sede do INCRA!
Esse é o mundo capitalista em que vivo e gosto. Se me sentir desconfortável inserido e acomodado no seio da burguesia - seios, prefiro aos pares - pego minha limusine, que passa enquanto os cães ladram, e vou pra Cuba, onde o Velho me deve alguns favores, e me hospedarei no Melía Cohiba, em Havana. Não é Cohab!
Eu achei uma piada no blog do Prévidi que reparti-la-ei com vocês, meus queridos facínoras! Duas mulheres encontram-se e o bate-papo rola assim:
- Almira, querida, soube que teu marido faleceu, que horroooor! Como foi isso?
- Pois o Jardelino saiu pra comprar açúcar pro nosso café e, na volta, um caminhão atropelou ele! Precisamos raspá-lo com uma espátula, do asfalto!
- Creeedo! E tu, o que fez, queridaaa?
- Ah, tomei café sem açúcar, mesmo, azar!

No que você está pensando? Pense rápido, não vacile, senão a esfinge finge que ouviu errado e te decifra, te devora e cospe fora só o que você está pensando. Se é que você estava pensando alguma coisa sólida, que ela pudesse aproveitar e ornamentar sua caverna. Da segunda pessoa do singular passo para a primeira pessoa do plural: no que nós estávamos pensando? A primeira pessoa do singular e eu, pensávamos em complicar essa simples relação gramatical, e transformá-la num teorema que poderá nos levar do nada a lugar nenhum, com chances de surpresas macabras no desenrolar dos papiros sacrílegos de Caronte, guardados em seu barco lúgubre.
Chega dessa viagem xarope! Preciso sair dessa dimensão maluca, perdido entre pronomes que me olham oblíquos, interjeições cheias de obas e olás, sem falar nas locuções adjetivas religiosas - ai, meu Deus - e outras mais mundanas, que se jogam no meu colo: "E aí, tio? Vamu que vamu?". Preciso colocar um porto fluvial naquilo. Não, um ponto final nisso, sem contração com nenhum artigo, a não ser me livrar dum pronome possessivo que não me larga!
Pronto! Salvo por uma antítese mais ou menos, que me embarcou num sintaxe e cheguei até aqui, de volta! Ufa! Preciso parar de misturar Atucanol com Arrebentopril 20mg. Macacos me mordam, estou todo cheio de mordidas de macacos! E foram os mesmos que alguém me mandou pentear hoje cedo! Ingratos! Ainda bem que catei coquinhos na volta e tenho o que comer, senão já era pra minha fome.
Me perdoem o passeio selenita pelas bordas da pizza de catupiri, acontece uma vez por mês.
Boa quarta pra todos vocês, amigos e amigas!

Preciso acrescentar um detalhe no texto sobre a Semana Farroupilha, que escrevi de já hoje - pra quem não sabe, em vocabulário bagual, de já hoje significa agora há pouco - que é o ano em que Bento Gonçalves invadiu Porto Alegre, e declarou guerra ao Império de Dom Pedro II, vinte de setembro de 1835. 
Hoje é o Dia do Gordo. Não sei referente a que ou a quem, mas é o Dia do Gordo e pronto. Falei um dia desses, que eu saiba ainda não inventaram o Dia do Coice. Aquele dia em que você poderá escoicear o porteiro, o motorista do táxi, a velhinha da fila do caixa, o flanelinha; bem, aí você escolhe quem será beneficiado com seus coices. Imagina entrar no elevador e dizer, de cara feia, pros ocupantes: "Feliz Dia do Coice, animais!". O resultado fica a critério de cada um de vós. As repartições públicas e guichês de empresas telefônicas ficarão lotadas de clientes querendo deixar uma lembrancinha pros recepcionistas, no Dia do Coice! Só não vale chefe senão tu vai pro olho da rua, seu desmiolado!
Voltemos ao Dia do Gordo. Gordos formam uma classe que precisa, urgentemente, de representatividade no Congresso, embora tenha obtido algumas conquistas de carona com outras classes como os pavios-curtos e os geriafetivos (não se pode mais chamar velhos, ok?). Os pavios-curtos deram o benefício das poltronas especiais em aviões, ônibus e naves para Marte. Não dá pra não perder a paciência sentado ao lado de um gordo num avião, ah não! E gordo ronca, eu sei pois sou gordo. 
E a discriminação que há, embora velada, mas há. Alguém peidou dentro do ônibus, quem foi? O gordo, claro! E o pobre nem tossiu, quem dirá peidar! Mas aquele volume enorme de camisa florida lá atrás, distraído, será o culpado apenas pelo aspecto físico, amigos. Mas todo o gordo é bonachão, às vezes, borrachão, mas não conheço gordo mau, sabe? Talvez, em priscas eras, o Delfim Netto fosse um gordo malvado, mas hoje não mais. É sempre aquele cara alegre que toca tuba na banda do coreto municipal. Quando nos organizarmos vamos a Brasília. Nosso representante será o Heráclito Fortes, meu ídolo!
Bueno, vou dar um pulinho ali no bamburral e depois volto. Abracinhos e beijinhos queridos xiruzinhos! E prendinhas! E aos meus amigos gordos, quando não quiserem mais aquela calça jeans me dá pra eu fazer uma barraca pra dez pessoas, tá legal?

Comemoramos, neste mês, a Revolução Farroupilha. Um belo evento, uma magnífica lembrança de um povo guerreiro, defensor ferrenho de seus princípios e de atitudes enérgicas e imediatas. Acho bonita essa manifestação espontânea que explode no mês de setembro, embora o espírito farroupilha se faça presente todos os dias na nossa vida de gaúchos. Somos gaúchos com alma pilchada, tirador e faca carneadeira na cintura e esporas nazarenas uruguaias. Nosso hino é o mais belo do mundo, nos orgulhamos de ter um dialeto que, lá pra cima, é difícil entender. Amamos a nossa terra, que não tem problema de espaço e sempre adota mais alguns filhos, que sempre são bem recebidos. 
Acho que se deveria dar mais atenção à nossa história, que talvez seja a mais rica do país. A história dos nossos municípios, quem fundou, e por quê somos o que somos e estamos onde estamos. É importante que o piá que está cortando um naco de paleta, no acampamento, saiba que esse Estado teve inúmeras guerras, revoluções, guerra de irmão contra irmão. Que fomos, durante nove anos um país republicano (1836/1845), chamado República Rio-Grandense, proclamada pelo General Antonio de Sousa Neto, em 11 de setembro 1936 após a vitória da batalha de Seival, independentes do Império Monarquista. Que saiba que o vinte de setembro é a data em que Bento Gonçalves tomou Porto Alegre e declarou guerra ao Império. É importante que passe isso aos gauchinhos que estão aí, com sede de aprender - com os pais e na escola - tudo sobre seu estado paterno. 
Se possível sem comparações nem escaramuças ideológicas, comparando a cultura e os conceitos de quase duzentos anos atrás com os tempos de agora.
E viva Taurino Fagunde e Tapejara o Último Guasca!, os últimos lasquiados deste rincão donde a sorte maleva de vez em quando te dá um cimbronaço, mas nunca te envida no truco caborteiro!
Boa tarde à todos vocês, amigos. Em homenagem ao Taurino Fagunde termino aqui com uma gaitada dele: Cuá-curá-cuá-cuá! Não me cobre os royalties Santiago Neltair Abreu! E anssim, despôs vortemo deveredinha, se eu estiver de valde! Tiamanhã!

Se eu fosse um político larápio, meu email seria: paulo_motta@masfaz.com.br, pronto, vendia meu peixe! Mas não entregava, é claro! 
Acho que foi a Helen Amorim que falou sobre abrir aqueles sachezinhos de mostarda e ketchup; eu sempre digo que é me dar uma daquelas coisinhas demoníacas e sentar para um show de bom-humor e gargalhadas, termino parecendo um comanche pintado pra guerra! Mas hoje tem um aparelhinho nas lancherias com um estilete, que tu só passa o saquinho ali e ele abre milagrosamente. 
Mas o que leva a taça é aquela caixinha de Halls de bolinhas. Amigos, aquilo é uma sacanagem! Duvido que os caras não estejam rindo até hoje do que nos aprontaram! E o pior é que a gente paga pra se irritar, perceberam? Começa que tu perde a paciência nos primeiros cinco minutos, então, tentando manter o resto de serenidade, rasga a embalagem e as bolinhas, como se vida tivessem pulam, insanas, na tua cara e se esparram pelo chão, menininha fica braba e apela pro baixo calão. E tu jura que ouve risadinhas debochadas daqueles amaldiçoados cocozinhos de ovelha metidos a drops!
Bom, amigos, desejo-lhes uma boa noite e uma excelente sequência de semana, só passei mesmo pra dar um alô e me recolher, então. Trabalhem bastante pra poder pagar os impostos que reverterão em inúmeros benefícios para o nosso tão sofrido povo. Esse grandecíssimo esforço será recompensado. Engraçado, quando tu fala "grandecíssimo" parece que vai insultar alguém, não é? Aquele grandecíssimo fiadaputa, ou esse grandecíssimo imbecil! Melhor não usar essa palavra.
Olha, estou me despedindo já faz algum tempo e não desligo, rapaiz! Um falecido amigo meu era assim: levantava e ficava quinze minutos se despedindo, em pé, na sala, depois mais dez minutos segurando a porta do elevador até, finalmente, partir, para o alívio geral. Era o Afanásio, boa gente, mas muito chato. E ele era tesoureiro de um clube, no interior do estado. Imaginem um tesoureiro chamado Afanásio!
Boa noite, meus queridos correligionários, até amanhã se Deus quiser!