sábado, 9 de novembro de 2013

ASNEIRABILIDADES
Acabei de ouvir um treinador de futebol falar que o jogador Zé está com treinabilidade. Treinabilidade, queridos paroquianos! Temos a acessibilidade, a mobilidade urbana, a fofoafetividade - quem gosta de gordinhas - sustentabilidade e outras 'dades' que não recordo. Como é bonito ser ecologicamente correto, tem eco, eco, eco, eco, eco na mídia. Posso me esbaldar na imbecilidade e começar a inventar, também, querem ver? Começarei tachando - é com 'ch' mesmo, vai lá conferir - as meninas mais ou menos fáceis. Serão as com mais e as com menos chance de penetrabilidade, por exemplo. 
Ou a minha capacidade de aguentar gente burra e chata, que chamarei de aguentabilidade. A Ideli Salvatti seria um exemplo de barangabilidade, já que não tem eligibilidade, considerando o resultado das eleições passadas, em SC.
Se partirmos pro nosso Congresso e Câmara é uma covardiabilidade de tanta impunidade e cafajestibilidade, um mimo! 
Vou almoçar, só passei pra dar um alô e fazer fofoca dos incautos ao nosso alcance. Eu tenho que desfrutar da minha sestiabilidade, que é a arte da sesta pós-almoço, sacaram, meninos e meninas? 
Até já, divirtam-se mas escolham bem.

CHEIDI
Engraçado como estamos sempre preparados para o insulto mas nunca para elogios, já perceberam? Dias atrás postei uma auto-observação que me dizia bem gordo, bem lasquiado, bem bagacera e recebi inúmeras manifestações de carinho de vocês, meus amigos. Foram tantas que cheguei a ficar sem jeito, meio tímido, coisa que não é do meu feitio; maravilhoso isso, obrigado!
Não lembro se foi o Pedro Chaves que contou a história do cara, no sinal fechado, que ouve o sujeito do carro ao lado gritar pra ele: "Boca aberta!". Imediatamente ele abriu o vidro e respondeu: "É a tua mãe, fiadaputa!". Aí o cara explicou que estava alertando de que a porta dele estava aberta, era porta aberta. Mas estamos sempre esperando que alguém nos diga alguma coisa para revidarmos. É o mundo que nos deixa como uma faca sempre saltando da bainha. 
Quem não teve aquela frustração de ouvir um desaforo e, horas depois, ocorre a resposta ideal, mas já é tarde. Aí tu leva o desaforo pra casa e transforma ele num cabide na porta da sala. Nos condicionamos a uma defesa virtual, saímos armados até os dentes se encontrarmos aquele vizinho xarope, que põe a ponta daquela bicheira do carro dele no nosso box. Ou do cara que está atrás de ti, na fila do supermercado, e a caixa se atrapalha e o cara começa a resmungar na tua nuca, aí tu puxa um Colt 44 e exibe pro cidadão, que só estava assoando o nariz, só isso!
Descobri a verdadeira raça do meu cachorro, o Nique: é cheidi! Cheidi pulgas, cheidi carrapatos, cheidi sarna, o pobrezinho! Mentira, é bem limpinho, o Nique, um cidadão canino exemplar, tanto na vida pessoal quanto na profissional, como diria o Faustão.
O Rick Jardim foi ver o Thor e algumas coisas lhe pareceram sem explicação. Acontece que os caras costuraram os filmes: Thor I, Hulk, Homem de Ferro, Capitão América e Os Vingadores, estão entrelaçados. Dá pra vê-los em separado sem muito prejuízo no entendimento, mas se assistir a todos, as coisas ficam mais claras. 
Um bom sábado, minhas amiguinhas e amiguinhos! Depois volto para azucriná-los.

"Procuras uma mão amiga para ajudá-lo? Olha na ponta do teu braço que tem uma!"
Sir Bilu Tetéia, após dois goles de leite com urânio.

PATAVINA
Cheguei indagorinha de Patavina, republiqueta aliada de Bulhufas. Fomos muito bem recebidos pelo patavinenses, que nos presentearam com vaginas recém colhidas dos campos róseos que brotam, túmidas, em alegre sinfonia matinal. Patavina é a maior exportadora de vaginas ao sul do Equador, sendo a Fenagina um evento de porte mundial. 
A Rainha da Fenagina, a bela Narina, com seu vestido repolhudo, nos acompanhou em alegre visita aos pavilhões da Feira, onde encontramos vaginas cristalizadas, o delicioso suco desse herbáceo e outras tantas formas de prepará-las. Seja em conserva ou compota são, inigualavelmente, deglutíveis e palatáveis. 
Nossa reunião com Prepúcio II, O Glande, reafirmou sua adesão à minha campanha para presidento de Bulhufas, nas próximas eleições. Trouxemos, ainda, um belo carregamento de safanões, muito comuns nos campos de Patavina. São ótimos calmantes, se alguém está lhe aporrinhando, dê-lhe alguns safanões e a pessoa acalmar-se-á, é tiro dado e bugio deitado!
Nesse final de semana retomaremos nossa campanha. Sem restrições, haja vista o apoio de Patavina e Beleléu, nos fortalecemos a cada dia que passa. A Causa, e o Partido do Cachorro Quente (PCQ) já deixam os adversários inquietos, pois a mediocridade deles é a nossa maior munição, masbá!
Lembrei de uma senhora patavinense que estava se sentindo muito só, as filhas na escola, o marido trabalhando, ela resolveu, então, comprar um bichinho de estimação pra lhe fazer companhia.
Passou numa loja de animais e encantou-se com um papagaio. Vou levá-lo, disse ao vendedor. O vendedor fez uma ressalva: "Olha, dona, esse papagaio é muito queridinho, mas preciso alertar-lhe que ele veio de uma casa de tolerância, um bordel e a senhora sabe que nesses lugares saem muitos palavrões e tal".
"Sem problemas, vou levá-lo assim mesmo!", e lá se foi com o bichinho.
Chegando em casa, improvisou um poleiro e ali acomodou o papagaio, que surpreendeu-lhe, dizendo: "Casa nova, cafetina nova, gostei!". Ela achou engraçadinho e foi preparar o almoço. Em seguida chegam as meninas da escola, e o bicho falou: "Casa nova, cafetina nova, putas novas, ótimo!". Todas riram muito com a tagarelice da ave e foram cuidar das suas vidas domésticas.
Ao final da tarde, chega o marido do trabalho e o papagaio: "Casa nova, cafetina nova, putas novas, ô Jorge, mudaste de puteiro?".
Bom almoço pra todos e todas. Vou dar uns safanões no meu cachorro, o Nique, que está impossível, hoje. Acho que é a sexta-feira!

"Temos o melhor Congresso e Justiça que o dinheiro pode comprar!"
De um bônimo abêbado num boteco qualquer.

Sou um homem do bem. Bem bêbado, bem debochado, bem gordo, bem malinducado - é assim mesmo - bem feio e bem amigo dos amigos!

DISPARATES
Quando estive na gerência da pré-impressão de Zero Hora, um dos chefes de departamento era um cereal killer da língua portuguesa - cereal pra entrar no clima, sacaram? - e um campeão em falar asneiras. Ele ouvia alguma coisa diferente e saía formando frases, inserindo a expressão ou a palavra em coisas que nada tinham a ver uma com a outra.
Indiscontência sequencial foi uma das coisas que ele falou e eu, curioso, perguntei o que significava: "Ora, Motta, é quando o funcionário fica descontente em sequência, não sabia?". Não, nem imaginava uma coisa dessas. O Carlos Alberto Alves, Mauro DeVit e outros bandidos se davam ao trabalho de anotar as asneiras que ele proferia em voz alta, sem medo de ser surrado pelos cristãos ao redor.
Noutra vez passou, correndo, cheio de anúncios fúnebres nas mãos, dizendo que ia até a fotomecânica fazer uma demagogia ecológica com o Grego, responsável pelo setor. Nem me dei ao trabalho de perguntar o que poderia ser demagogia ecológica.
Num fechamento de edição, ele me chamou no departamento e reclamou: "Motta, estamos desmaterializados, precisa nos ajudar senão não vai dar!". Peraí, como tu estás desmaterializado se estou te enxergando bem na minha frente? "Motta, tá faltando material, é isso, estilete, cola Pritt, espelhos de montagem, estoamos sem material, é isso!". Ah, tá, entendi.
Outra dele foi quando entrei na sala e ele reclamou: "Assim não consigo trabalhar! Tô ocioso desde que cheguei. Não pude nem ir ao banheiro, acredita? Me exalto da sala de dez em dez minutos pra resolver poblema que nem é da minha arcada!".
Demorei pra entender a mensagem cifrada, depois de rir por cinco minutos, escondido na minha sala. Ele estava atarefado, se ausentando da sala pra resolver problemas que não eram de sua alçada, acreditem.
Outra: nosso burraldo conversava com um colega e, lá pelas tantas, perguntou pro cara: "...aí tem um sujeito olhando pra tua mulher, qual é tua procedência?" e o outro: "Bem, eu sou de Montenegro. Ah, qual o meu procedimento? Saquei!".
Deve estar vivo até hoje, embora ninguém acreditasse que ele sobreviveria à própria estupidez, mas Deus protege os beócios e bêbados. E ele era ambos, vejam só.
Boa noite, volto depois da minha oração subordinada composta, beijo carinhoso no artelho da Brooke Adams.